08 de maio de 2017

É provável que, durante uma ida à livraria, você tenha se dado conta dos incontáveis livros de auto-ajuda sobre “felicidade”.  A popularidade do tema se resume à esta busca infinita de quase todo o ser humano. “Na psicologia entendemos a felicidade como um momento de bem-estar, uma sensação de plenitude. A felicidade tem a ver com algo que é temporal, são apenas momentos. Se fosse algo contínuo, nunca estaríamos na constante busca da felicidade”, explica a coach e terapeuta Mariana Uchôa.

E quando se fala em felicidade, se fala também em motivação. Seja no trabalho ou na vida pessoal,  cada indivíduo tem um tipo de motivação dominante, por aproximação ou por afastamento. Segundo a psicóloga Mariane Caiado, as pessoas motivadas por aproximação são mais ansiosas do que angustiadas e motivadas por aquilo o que vão ganhar. “São sujeitos que acordam antes de o despertador tocar e imaginam tudo o que vão viver naquele dia. São auto-motivadas e pró-ativas. Quando um chefe quer estimular um funcionário com esse perfil, dá metas para ele alcançar e aumenta seu salário de acordo com a meta”, resume.  Já as pessoas motivadas por afastamento são mais angustiadas, motivadas pelo passado, por aquilo o que elas não querem viver mais. “Essas são aquelas que colocam o despertador para tocar cinco minutos depois do primeiro alarme, o famoso ‘só mais cinco minutinhos’, e levantam para não tomar bronca do chefe. Essas pessoas são mais reativas do que pró-ativas. São estimuladas no trabalho quando o chefe as garante que nada vai mudar se tal objetivo for alcançado”, explica Mariane.

Nessa divisão de perfis, as motivadas por aproximação vão atingir a felicidade quando elas têm metas a serem alcançadas, quando o gestor dá motivação para o futuro. Enquanto isso, as motivadas por afastamento serão mais felizes no trabalho se elas têm um ofício que não as vai colocar na linha de frente, sem pressão em excesso. “Felicidade é muito relativa, e vai de acordo com o estilo motivacional”, pondera a psicóloga.

Situações felizes na vida pessoal podem refletir no bom desempenho do trabalho, certo? Nem sempre! É que o indivíduo motivado por afastamento não suporta mudança. E mesmo quando existe uma situação positiva, como um casamento ou o nascimento de um filho, por melhor que seja, são situações novas e complicadas de lidar. Ao contrário, o sujeito motivado por aproximação toma tudo o que acontece ao seu redor como gás para trabalhar e conseguir mais e mais.

Independentemente do perfil de cada um, vale uma avaliação básica sobre a vida profissional. “O mais importante é sentir-se bem com o seu trabalho. Gostar do que faz, encontrar prazer e propósito nisso. Pergunte-se por que você acorda de manhã e vai trabalhar,por exemplo”, sugere Mariana.

Nesse cenário, o trabalho de um coach pode ajudar a traçar objetivos. O profissional é como uma espécie de navegador GPS. Você está em um ponto A e quer chegar ao ponto B, que significa uma meta. A partir daí, o coach constrói uma rota entre os dois pontos, planeja ações para que o indivíduo chegue ao ponto B o mais rápido possível. Sendo que, algumas pessoas, preferem um caminho mais longo , mas que dê menos trabalho. O coaching pode durar até seis meses, e não substitui o trabalho de um terapeuta, que vai cuidar de um sofrimento psíquico, por exemplo. O coach é alguém que vai trabalhar objetivos, focos e metas, sejam eles de vida pessoal ou profissional.

Segundo a coach e terapeuta, conseguir equilibrar tudo aquilo que temos na nossa roda da vida é a grande meta. “Ter qualidade de vida, espiritualidade,diversão, vida pessoal resolvida, saúde, emoções, vida social (…) A gente se sente feliz quanto tudo isso está equilibrado ou quando uma delas encontra-se em seu auge”, completa Mariana.

5 de maio de 2017TAGS:#dicas para vender mais zap pro