14 de janeiro de 2020

Com um dos metros quadrados mais caros do país e os prédios mais altos da América do Sul, Balneário Camboriú se destaca pelos arranha-céus imponentes avistados já da rodovia BR-101. As exuberantes praias catarinenses atraem uma movimentação massiva de turistas desde a década de 1970, período a partir do qual o desenvolvimento da região e a verticalização urbana se expandiram com o aumento do número de visitantes."

Hoje, mais de 4 milhões de turistas passam pela cidade por ano. A valorização dos imóveis atraiu construtoras e investidores de alto poder aquisitivo, ampliando o mercado mobiliário de luxo na região, que possui, hoje, seis dos dez prédios mais altos do país, todos de alto ou altíssimo padrão. A duplicação da BR-101, no litoral Norte do Estado, em 2000, é outro ponto que intensificou a procura e o investimento no local.

Nos anos 2000, houve uma verticalização acentuada em razão da grande procura por imóveis de alto padrão, principalmente na orla da Praia Central. Também, os planos diretores aprovados desde sua emancipação, em 1964, ofereceram [à cidade] coeficientes de aproveitamento generosos para a construção civil, com gabarito [número de pavimentos] livre”, explica Jânio Vicente Rech, arquiteto, doutor em Engenharia Civil e professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Vale do Itajaí (Univali)."

Dubai brasileira

Para Baron, a competitividade entre as construtoras gerou uma “apresentação de exemplares do que há de melhor no mundo” na construção civil. “Com isso o cenário brasileiro acabou elegendo Balneário Camboriú como uma cidade de investidores com clientes de todo o Brasil”, diz o diretor da FG. Foi este cenário que fez com que a cidade ganhasse o cunho de “Dubai Brasileira”.

Apartamentos de alto e altíssimo padrão – de frente para o mar, com unidades de até 350 m² privativos, podem custar cerca de R$ 28.000,00 por metro quadrado. Segundo o diretor da FG Empreendimentos, nos últimos 20 anos a cidade vem sendo repagina para se tornar a referência que é, com obras que podem gerar mais de R$ 1,5 milhão de IPTU (Imposto Territorial Urbano) para o município.

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