Cliente estrangeiro aumenta lucros do corretor

21 de dezembro de 2016

Para prospectar clientes estrangeiros, não basta falar inglês. O corretor de imóveis precisa firmar parcerias internacionais, estabelecendo uma ampla rede de contatos no exterior. O primeiro passo é buscar, via internet, associações de corretores em países nos quais seja interessante captar clientela. Uma viagem até essas localidades traria uma bagagem importante para bons negócios. A opinião é do presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto

É possível ter um excelente retorno financeiro com estrangeiros, que geralmente procuram apartamentos maiores, de alto padrão, bem localizados e em condomínios com toda infraestrutura de lazer– e não se importam de pagar bem por isso.

O presidente do Creci-SP ratifica que a locação e a venda de imóveis para estrangeiros são atividades para serem trabalhadas em parceria. “Principalmente para quem não tem experiência nesse ramo. E trabalhar com corretores do exterior que tenham clientes e a partir desses contatos ter condição de criar público para desenvolver essa atividade”.

Existem imobiliárias especializadas no segmento, já consolidadas no mercado imobiliário, principalmente nas capitais brasileiras. Os especialistas nessa área costumam ser experientes na profissão, mas nada impede que um corretor jovem entre no setor e obtenha sucesso profissional.

Para Liliana Ferrarese, fundadora da Sampa Housing, empresa paulistana especializada em aluguéis corporativos de espaços mobiliados, é importante que o interesse pelo setor venha acompanhado de um bom site, com anúncios em inglês.

“É necessário conhecer muito bem a cidade que está vendendo para passar segurança, ouvir e ajudar o cliente na escolha, descrevendo o que cada bairro tem de pontos fortes e fracos. Na maioria das vezes, os estrangeiros são novos no local e ainda não conhecem muito bem”, explica Liliana.

Segundo Viana Neto, muitas empresas que se instalam no Brasil e trazem executivos de fora costumam ter uma pessoa da própria companhia para fazer a prospecção de moradias, por isso o corretor daqui precisa se desdobrar. “Boa parte desses funcionários, às vezes até em nível de diretoria, acaba depois se transformando em corretor de imóveis, porque percebe que a atividade é rentável”.

O representante do Creci acha que o trabalho de autônomo também pode gerar bons frutos. “Conheço um corretor que só trabalha com empresários estrangeiros, faz locações. Ele fatura alto, porque aluga imóveis pelo dobro do que valem no mercado brasileiro. Os clientes pagam satisfeitos porque ele é muito profissional e tudo o que arruma é bom. Esse corretor consegue fazer locações com 2% do valor do imóvel, coisa que é quase impossível para corretores no Brasil”.

Fonte:

>ZAP ProDicas para Corretor

Veja como vender mais rápido um imóvel de temporada

20 de dezembro de 2016

Cuidados especiais ajudam a dar liquidez a imóveis e diminuir perdas no valor de negócios

Vender ou alugar um imóvel nem sempre é tarefa fácil, ainda mais em períodos de retração da economia e com grande oferta disponível. Por isso, tornar o imóvel atraente e oferecer vantagens aos futuros proprietários ou inquilinos é fundamental para aumentar as chances de se fechar um negócio. O papel do corretor neste momento é muito importante. É preciso estar preparado para orientar seu cliente na preparação do imóvel, e com isso atrair o comprador e vender mais rápido.

A corretora de imóveis Gisela Almeida explica que quanto melhor estiverem as condições do imóvel, maior sua liquidez no mercado. Portanto, não economize em itens como pintura, piso ou iluminação, já que serão muito importantes na primeira impressão que a casa dará aos possíveis novos moradores. “Um imóvel bem cuidado pode fazer com que o preço não caia muito numa negociação”, diz Gisela. Segundo a corretora, se o lugar precisar de muitos reparos, certamente o valor será deduzido ao máximo do valor de compra. “Além disso, o desconto na negociação pode ficar superior ao valor exato dos reparos necessários, e deixa de valer a pena para o vendedor”, completa.

Além das boas condições estruturais da casa, há outros cuidados que vão fazer a diferença e causar uma boa primeira impressão em um futuro proprietário. Limpeza e organização facilitam a vista e dão uma impressão melhor. Caso o antigo dono tenha animais, vale a pena investir na remoção de odores, que poderão incomodar quem procura uma casa nova. Outro ponto importante é que se o antigo proprietário ainda morar no imóvel, vale a pena retirar logo móveis que não forem essenciais para facilitar o deslocamento dentro da casa ou apartamento.

O corretor de imóveis Felipe Andrada indica guardar objetos pessoais do dono atual, como porta-retratos, revistas e perfumes dos banheiros. Isso vai ajudar ao futuro proprietário a conseguir “se ver” morando naquele espaço – algo que pode ser dificultado se o imóvel ainda tiver muito a “cara” do dono antigo. Para o profissional, o preço ajustado ao mercado também é fundamental para atrair compradores. “Não adianta jogar um valor elevado para ir negociando, pois o pedido inicial já pode afastar potenciais compradores”, explica o corretor.

Verificar o funcionamento de torneiras, chuveiros e banheiras, bem como aquecedores a gás, se existirem, também é importante. Portas e janelas devem funcionar corretamente e sem muito barulho, o que vai postergar sua eventual substituição pelos novos donos. Para alugar, a dinâmica é parecida. “O apartamento precisa ser funcional e estar 100% em ordem”, explica Gisela Almeida. Segundo a corretora, “um futuro inquilino não vai querer ter que consertar nada em um apartamento alugado”.

O cuidado vai além quando o imóvel é alugado mobiliado. A atenção tem que ser dobrada, pois os móveis devem ser práticos e o inquilino deve querer conviver com eles. Eletrodomésticos também precisam ter seu correto funcionamento garantido, já que quebras e trocas por má conservação ou tempo de uso poderão ser de responsabilidade do proprietário.

A empresária Cláudia Soares alugou seu apartamento no bairro do Campo Limpo, zona sul de São Paulo e afirma que o bom estado foi fundamental para agilizar o negócio. “Vi apartamentos disponíveis para aluguel no mesmo prédio encalharem por estarem com problemas de infiltrações, banheiros ruins e piso estufando, por exemplo”, diz. O imóvel da empresária tem ainda armários embutidos que, segundo ela, foram um dos pontos-chave para os atuais inquilinos fecharem negócio. “Esse tipo de investimento no apartamento pode até não se refletir em um aluguel mais alto, mas dá liquidez ao imóvel”, completa.

 Fonte:

>ZAP ProDicas para Corretor

Dicas: Vender imóveis para investidores.

19 de dezembro de 2016

Vender imóveis para investidores exige conhecimento do mercado imobiliário

Para dialogar sobre imóveis com investidores é preciso entender como funciona o mercado imobiliário. Conhecer seus altos e baixos e qual é a melhor hora de comprar e de vender. No entanto, nada disso surtirá efeito se um corretor não souber o perfil de seu cliente. Luiz Calado, vice-presidente do Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças (IBEF), explica que sem conhecer o cliente, a venda se torna robotizada. “O investidor irá ouvir muitas vezes o que não quer ouvir e a negociação ficará comprometida. Quer vender, diga o que ele quer ouvir”, diz.
Veja abaixo entrevista com o vice-presidente, que traz dicas preciosas para ter uma negociação bem sucedida com o investidor.

Como deve ser a abordagem do corretor?

Uma abordagem assertiva é a chave para o início do fechamento de qualquer negócio. Qual o seu conhecimento sobre o investidor? Qual o perfil de investimentos dele? Imóveis, comerciais ou residências? Cidades do interior ou capital? Alto padrão, médio ou imóveis populares? Investimento para vender a médio ou longo prazo ou para locação? O corretor também deve ter uma visão mais holística, tentando ajudar seu cliente não apenas a identificar oportunidades de compra, mas também oportunidade de venda de imóvel em seu portfólio, realizando lucro ou mesmo prejuízo. Sim, realizar prejuízo na hora certa pode te poupar uma perda maior.

Como o corretor pode se destacar neste cenário?

Se não fez um curso nos últimos três anos, pode sinalizar que esta perdendo algo. Mas é fundamental o conhecimento do mercado macro. O corretor deve estar a par das notícias de economia, política e que conheça os indicadores do mercado imobiliário. Também se faz necessário conhecer além dos imóveis na região onde atua, lançamentos ou não, possíveis contatos em todas as regiões da cidade. Um negócio pode não se realizar diretamente pelo corretor de origem, mas pode ser dividido com outro. Quanto mais contatos, maior a possibilidade da realização de um negócio.

O que o corretor precisa saber para conversar de igual para igual com um investidor?

A linguagem de investimentos se resume em riscos e retorno. Estar atento aos indicadores do mercado, demostra conhecimento e gera confiança por parte do investidor. Economistas como eu, sabem que o mercado imobiliário é marcado por assimetria de informação, ou seja, muitas vezes o que é falado ou o que é esperado não reflete a realidade dos números, dos negócios efetivamente realizados. Riscos requerem paciência e ação no momento certo.

“Importante salientar que investidores experientes em imóveis se guiam parcialmente por instinto, o que significa que eles são influenciados por imóveis fisicamente atraentes. Mesmos sabendo que os imóveis mais feios, às vezes, representam as melhores oportunidades para agregar valor”.

Fonte:

>ZAP ProDicas para Corretor